23 janeiro, 2006

Acordão pra salvar Azeredo, o pai do mensalão


O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), já decidiu: não pedirá em seu relatório final a perda do mandato do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Ex-presidente do PSDB, Azeredo recebeu R$ 9 milhões de Marcos Valério como caixa dois de sua campanha a governador de Minas em 1998.

Serraglio acha que Azeredo não pode perder o mandato porque não era senador na época do caixa dois:

- Não tem como. Ele não tinha mandato na época, diz.

Espera um pouco: O Zé Dirceu não foi cassado por atos quando era ministro e não deputado? Mistério...

Um comentário:

Anônimo disse...

Faz tempo que não surge nenhum comentário no blog... Então vamos lá.
1. R$ 9 milhões??? De onde surgiu esse número? Não estaria havendo algum exagero?
2. Caixa 2 é caixa 2, seja por R$ 20 Mil ou 9 Milhões (?) e a punição tem que ser a mesma para todos sem distinção de legenda partidária.
3. Pai do mensalão? Hehe... Ô exagero...
4. Concordo com você Daniel. Não importa se os atos foram cometidos antes ou depois do mandato do senador. Comprovado seu envolvimento no esquema de caixa 2 (e está comprovado! mas 9 milhões???) fica evidente que o comportamento atenta contra o decoro parlamentar. O senador Azeredo deve ser punido.